ruptura

Verte a chuva

Vazias lembranças de um toque de completudide

Tuas mãos nunca mais tocaram minha indecência

E minha incoerência nunca se provou bastante para tua amplitude

Os becos, os beijos, os tremores de terra da nossa ambiguidade

Hoje são pingos de chuva berrando em choro contido

Não há presente e futuro

Nessa dimensão linear de saudades, egos e mágoas

Somos reduzidos a saber que foi

Sem ter a possibilidade

De sentir novamente

O gosto

O seio

O ventre

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