Nada de novo no front

Sujou, lavou

Quebrou, pagou

Amou, sofreu

Odiou, morreu

Superou, renasceu

E os vórtices de boa intenção acabam na mácula do egoismo

O sentido da autopreservação é aniquilar o outro afrontador

Não podemos falar de carinho nesse prisma

Mas de guerra, aversão e hedonismo

Seremos os mesmos soldados feridos no front

E a fome será apenas o que nos torna humano

Sem cartas, sem poemas, sem lembranças de um instante em que tudo parecia estar dando certo

Os renegados de uma juventude comprimida pelo desacerto fascista dos pais

Aqueles que nunca se encontrarão e que cada vez se distanciam mais de qualquer contato genuíno

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