pare de profetizar

minha vida não tem “e se”
não tem arrependimentos
eu escrevo deus
por linhas
tortas

cada cicatriz uma história
cada história uma versão
eu simpatizo
pelos poemas
incompletos

antes de você me corrigir
pelo prisma do seu vórtice
eu não pertenço
às evoluções
das gangues
morais

sei me individualizar
pela coleta sangrenta
dos meus
cacos
e
retalhos

sei me identificar
pelo tesão efêmero
na vitória
e pelo vício
azedo
na
derrota

e por
autoproteção
não sei
tudo
a
respeito
das
latitudes
e
vicissitudes
do
largo campo
que é
meu
vazio

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