a tumba que fiz pra ti

Dagon ou Leviatã
ou
qualquer um
que te veja
silenciada
no passeio
desta
manhã

misturar
vinho e saliva
cama e brasas
arquétipos e sexo
em
poemas desconexos

enxertar
meu sadismo
no teu desespero
a tua lágrima
na minha
língua
como
fresco
tempero

evocar
inominadas
entidades
fazer
terror
deixar
de ser
realidade

andar
pelo cemitério
é
tão pacífico

luto
pela humanidade
enquanto
crio
histórias
em
micro fotos
procurando
guimbas
de cigarros
mentolados
ou qualquer
traço
do meu
passado

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