sobe ou desce?

preciso da paz
efêmera
do capitalismo
ao menos
por alguns
instantes

ouvir
o barulho
da cachoeira
que transborda
a galeria
de um
shopping

esquecer
da escassez
da extorsão
do ágio
dos juros
da depressão

pensar como o mundo
parece razoável
com sua hora
de almoço
cronometrada
seus pratos
executivos
seus prantos
reprimidos
e as pessoas
que se
vestem
bem
quando
está frio

e esquecer
dos amores
incontestáveis
que padeceram
por asfixia

esquecer
da morena
que queria
ser alvo
da minha
poesia
mas não
do meu
amor

e do
restante
da vida
represada
nesta borda
e
presa
neste
elevador

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